segunda-feira, 31 de julho de 2017

Frio e Calor das relações

É incrível como a interpessoalidade dos tempos atuais nos deixou duros e frios aos acontecimentos do cotidiano, assim como também nos esfriaram em relação aos sentimentos. A facilidade de não se precisar manter um relacionamento longo,como também a existência e manutenção de relacionamentos "curtos e abertos" nos tornou sinicos aos sentimentos reais. Quando os relacionamentos foram resumidos a um status de uma rede social qualquer perdeu-se o real significado: companheirismo, amizade, afeto, cumplicidade, intimidade. Etapas são atropeladas, as pessoas não se conhecem ou raramente lembram que foi o último parceiro com quem transaram ou ainda que beijaram nas baladas da vida. Chamem-me de careta ou antiquado se quiserem, contudo, acredito que um relacionamento sem essas bases só tem um destino: fim, termino e choro(talvez não esse ja que nao tem um vinculo propriamente dito).
Vamos conhecer as pessoas que estamos saindo, vamos saber com quem estamos nos relacionando. Seria certo acreditar que uma pessoas que encontra o amor da sua vida 4 ou 7 vezes em um ano sabe o que é o amor??? Ou seria esse uma variante desse sentimento também conhecida como "paixão"???
Só nos resta esperar a sociedade descobrir o amor real para que essas relações tornem-se mais saudáveis para todos.

sábado, 22 de julho de 2017

Reencontro

Era mais um dia normal, mãos uma de tantas festas que já tinha ido, com o propósito de me divertir e descarregar a tensão dos últimos tempos. Ao passo em que sou abordado por alguém, que não conheço (acontece muito lá) e essa pessoa, de algum modo, sabe meu nome. Ao confirmar que sou eu tenho uma visão do passado. Ao encontra-lá um misto de sentimentos invade meu ser. Sentimentos que pensava há muito esquecido. Há muito a adormecido. Paixão, amor, temor e receio vieram juntos como um turbilhão. Um longo abraço que veio carregado de todos esses sentimentos. Um beijo (no rosto) que expressava tanto saudade como vontade. Meus autocontroles entraram em colapso, foi uma sensação que apenas ela poderia trazer. Como dizia Tim Maia "Paixão antiga sempre mexe com a gente!" E essa nem era tão antiga. Mas sempre foi muito poderosa.
Lutei contra minha própria vontade de agarra-lá e dar-lhe um longo e caloroso beijo mas sabia que não deveria. Não era o momento, nem o dia, nem o lugar. Quando a reencontrei meu mundo parou, apenas a música prosseguiu, de fundo, ao longe, como se estivesses sendo tocada em um aparelho do outro lado da casa.
Tinha ido pra ver um show e acabei recebendo um presente do destino. Luz e trevas devem existir para que o equilíbrio se mantenha. Pra cada um que perdemos, um novo ganhamos. Pra cada um que deixamos de ganhar, alguém retorna para nos confortar. As linhas do caos mostram seus efeitos a quem está disposto a observa-la, mas mesmo assim, não pensei que a veria outra vez.
Luz e trevas ocupam seu lugar no universo. Sua luz, minhas trevas. Uma União caótica e benéfica ao mesmo tempo. 
Essa história é minha, mas pode ser de qualquer pessoa pois ela acontece com todos em algum momento e a qualquer momento. Era isso. Obrigado por voltar. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

cobranças da vida

é interessante que, ao longo dos anos, a quantidade de cobranças apenas aumentem: "você tem que terminar a escola", "você tem que fazer uma faculdade", "você tem que arrumar um emprego", "você tem que se casar" entre outra que vamos ouvindo ao longo dos nosso dias.
contudo, é cansativo pensar que somos obrigados a tanta coisa. é muita cobrança por resultados que muitas vezes não queremos atingir. a sociedade cobra mais do que por vezes somos capazes de atender.
não é incomum vermos cada vez mais pessoas insatisfeitas com seus trabalhos reclamando dos seus ganhos mas que se manem neles por falta de opção ou por puro comodismo pois, como diz o ditado, mais vale um pássaro na mão que dois voando.
isso muito se deve ao fato de sermos condicionados e treinados desde pequenos para termos coisas e lugares. ter um emprego, uma casa, um companheir@. 
contudo isso que deveria ser uma preparação acaba por forçar condições as quais as pessoas não se preparam. saber que se precisa comprar coisas mas que por não ter emprego ou pelo baixo rendimento que este gera não é possível adquirir esses itens frustra e revolta as pessoas. todos querem ter uma boa casa, um emprego valorizador onde se é bem remunerado, uma família bem estruturada mas não estão prontos pros sacrifícios que conquistar essas etapas da "vida perfeita" pedem. noites sem dormir, horas de estudo entre outros fatores cansativos e estressantes compõe o ritmo de quem pretende atingir esses patamares.
mas existem aqueles que, simplesmente, não querem nada disso. querem apenas viver um dia de cada vez. esses vistos e ditos como "vagabundos", "desocupados" e "estorvo da sociedade" por vezes, e muitas vezes, são as pessoas mais felizes que você pode acabar conhecendo, por uma simples razão: eles não são tão afetados pelas cobranças que ja descrevi no começo desse texto. sem essas cobranças eles são livres para fazerem o que quiserem desde que isso permita que continuem vivendo.
nem sempre o estudo e o trabalho exaustivo trazem a felicidade plena. nem sempre a boemia é sinônimo de vagabundagem. existem pessoas em seu circulo de amizades que preferem viver de boemia e tranquilidade a esforço e sacrifício. existem pessoas em seu circulo de amizades que preferem "garantir" estabilidade profissional e financeira a viver no acaso. de qualquer modo, ambos os casos possuem lados bons e ruins. cabe a você descobrir quem é você nessa balança: boêmio ou esforçado.